domingo, 18 de agosto de 2013

Vulcões

Documentário - Super Vulcões (00:45:08)
Documentário sobre os mistérios por trás dos super vulcões, conheça mais sobre esse fenômeno natural com grande poder de destruição e ainda imprevisível.

 



Vulcanismo intraplaca

No interior das placas tectônicas existe um conjunto de vulcões, os vulcões intraplacas. Este tipo de vulcanismo não se localiza, geralmen­te, nas fronteiras das placas tectónicas, mas no interior das placas tectónicas. O planalto do Decão (índia) e algumas das ilhas da Islândia e dos Açores estão associa­das a este tipo de vulcanismo, que, tal como o vulcanismo associado a limites divergentes, é um vul­canismo do tipo efusivo.
A origem destes vulcões encontra-se associada aos pontos quentes (hot spots).
Um ponto quente é um centro de atividade vulcânica, passada ou presente, que se encontra associado a uma pluma térmica, originando, geralmente, ilhas vulcânicas no interior das placas litosféricas. As plumas térmicas são colunas de material magmático quente e pouco denso que sobe ao longo do manto, até à base da litosfera, onde terminam com a forma de cogumelo. O magma que ascende ao longo da pluma térmica vai alimentar um vulcão à superfície da litosfera.
Os pontos quentes mantêm uma posição fixa no manto e originam, à superfície, vulcões efusivos, de lava basáltica. Como a litosfera se movimenta devido à expansão provocada junto das fronteiras divergentes e como o ponto quente se mantém fixo, com o passar dos tempos vai-se formar um ali­nhamento de vulcões, tanto mais antigos quanto mais afastados do rifte e do ponto quente. À medi­da que a placa litosférica se movimenta, o ponto quente, como é fixo, deixa de alimentar um vulcão, que se extingue, passando a alimentar um novo vulcão.
Fonte: Ciências da Vida e da Terra



Yellowstone: Maior gêiser do mundo entra em erupção após 8 anos

 O gêiser Steamboat, no Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, entrou em erupção pela primeira vez em oito anos na quarta-feira (31 de julho), surpreendendo diversos espectadores que estavam em um calçadão nas proximidades.
A explosão surpresa lançou água a 90 metros de altura. A exibição espetacular durou cerca de nove minutos, mas o vapor continuou durante a noite, segundo Dan Hottle, porta-voz de Yellowstone. Após o gêiser esgotar seu suprimento de água, o vapor continua sendo liberado por cerca de 24 horas.
As erupções do gêiser Steamboat são imprevisíveis, mas muito aguardadas no parque. ”É o gêiser favorito de pessoas que vêm aqui e de funcionários do parque”, disse Hottle.
Quando ativo, o gêiser pode entrar em erupção a cada poucos dias, jorrando água quente a até 120 metros, ganhando o título de gêiser mais alto do mundo. Mas ele pode passar anos, ou mesmo décadas, sem uma única erupção.
Como um gêiser funciona?
O funcionamento interno dos gêiseres de Yellowstone ainda são inescrutáveis, embora os cientistas estão atualmente realizando estudos com instrumentos de sensoriamento remoto para perscrutar câmaras subterrâneas sob eles.
Geólogos acreditam que um canal estreito conecta a superfície com uma grande caverna subterrânea, cercada sob gêiseres. Antes de uma erupção, água e vapor ficam presos e pressurizados na caverna. Quando a pressão abaixo torna-se muito grande, acaba criando uma incrível de um gêiser.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Fases da Lua

Nesse vídeo, você vai ver uma animação que ilustra os movimentos de rotação, revolução e translação do satélite natural da Terra, a Lua. São esses movimentos que determinam cada uma das quatro fases da Lua.

Fonte:  Revista Nova escola  acessado em 14/08/2013.

domingo, 11 de agosto de 2013

Tectônica de Placas

A teoria da Tectônica de Placas, explica como e por que ocorre alguns fenômenos naturais no interior da Terra para a superfície terrestre, como os abalos sísmicos e o vulcanismo, que ocorrem tanto nos oceanos quanto continente. Esses fenômenos dependem do movimento das placas, sobre o manto. Porém, sua previsão e controle são muito difíceis, devido sua ocorrência repentina. Tectônica(significa): movimento ou deslocamento.
Essa afirmação, proposta pela primeira vez em 1906 pelo cientista alemão Alfred Wegner, denomina-se Deriva Continental. Essas placas movimentam-se em direções diferentes e, por vezes, se chocam umas contra as outras. São essas “batidas” entre as placas que, no passado remoto, fizeram surgir as cordilheiras do Himalaia e dos Andes. Atualmente, elas provocam terremotos e maremotos em diversos pontos do planeta.
Até então, o modelo aceito pela comunidade científica de estrutura interna da terra era o do modelo geoquímico, (organizado a partir da composição química da matéria). Nesse modelo, era impensado a possibilidade de qualquer movimento da crosta terrestre, isto é, ela era vista como uma estrutura fixa. Na década de 1960, surge um novo modelo capaz de explicar, fenômenos como: os abalos sísmicos e o vulcanismo ocorrem tanto nos oceanos quanto em terra. O modelo adotado foi dinâmico, que basea-se no estado físicos dos minerais que compõem a estrutura interna da Terra.
   
Os Escultoras da Terra

Responsáveis pela sustentação de continentes e oceanos, as placas tectônicas modela e modificam o relevo do planeta há milhões de anos.

As placas tectônicas são gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa do nosso planeta, ou seja, a litosfera, sustentando os continentes e os oceanos. Impulsionadas pelo movimento do magma incandescente (material em estado líquido-pastos no interior da Terra), as dez principais placas se empurram, afastam-se umas das outras e afundam ou se elevam alguns milímetros por ano, alterando suas dimensões e modificando o contorno do relevo terrestre.



As principais placas tectônicas são:

Placa do Pacífico – Com aproximadamente 70 milhões de quilômetros quadrados, essa é a maior placa oceânica, abrange a maior parte do oceano Pacífico. Ela é renovada em suas bordas, onde há separação das placas vizinhas e a expansão do assoalho marítimo.


Placa de Nazca – Possui extensão de 10 milhões de quilômetros quadrados, e está localizada no leste do oceânico Pacífico, que fica 10 centímetros menor a cada ano, por chocar-se com a placa Sul-Americana. O choque entre essas duas placas originou a Cordilheira dos Andes.

 Placa Sul-Americana – É uma placa continental que possui 32 milhões de quilômetros quadrados. O território brasileiro está localizado no centro dela, onde a espessura é de 200 quilômetros, por esse motivo o país é pouco afetado por terremotos e vulcões.

 Placa Norte-Americana – Possui 70 milhões de quilômetros quadrados, e abrange a América do Norte, a América Central e a Groelândia, além de uma parte do oceano Atlântico. O deslocamento horizontal em relação à placa do Pacífico desencadeia vários terremotos, principalmente na Califórnia.

 Placa Africana – Com 65 milhões de quilômetros quadrados, essa Placa engloba todo o continente africano. A sua colisão com a Placa Euroasiática originou o mar Mediterrâneo e o Vale Rift. A Placa Sul-Americana e a Placa Africana formam uma zona de divergência, ou seja, elas estão se afastando uma da outra, conforme monitoramentos realizados por satélites, elas se afastam cerca de 3 cm por ano.

 Placa Antártica – Consiste numa placa continental com 25 milhões de quilômetros quadrados. A parte leste da placa, que há 200 milhões de anos estava junto do que hoje é a Austrália, a África e a Índia, chocou-se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado oeste.

 Placa Indo-Australiana – É formada pela Placa Australiana e a Indiana, seus 45 milhões de quilômetros quadrados englobam a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e parte do oceano Índico. Forma uma zona de convergência com a Placa das Filipinas, fato que promove o surgimento de ilhas.

 Placa Euroasiática Ocidental – É um “bloco” que possui 60 milhões de quilômetros quadrados, nele estão o continente europeu e o extremo oeste da Ásia.

 Placa Euroásiatica Oriental – Abriga o continente asiático. Sua extensão é de 40 milhões de quilômetros quadrados. Essa placa forma uma zona de convergência com as placas das Filipinas e do Pacífico, sendo uma das regiões com maior ocorrência de vulcões e terremotos do planeta.

 Placa das Filipinas – É uma placa oceânica, localizada no oceano Pacífico. Sua área é de 7 milhões de quilômetros quadrados, nela estão presentes quase a metade dos vulcões ativos da Terra. Forma uma área de convergência com a Placa Euroásiatica Oriental.

 


Segundo essa teoria, a crosta terrestre está dividida mais de 15 placas tectônica de espessura média de 150  km que flutua sobre um substrato pastoso, a astenosfera.

Veja figura abaixo:

Astenosfera: do grego anthenes = fraqueza + sphaira = esfera. parte da camada do manto superior da Terra. Possui flexibilidade no material que a compõe e o que a faz ser moldada ou deformada. É uma das camadas interna que formam a estrutura interna da Terra. Ela recebe tanta energia que impulsiona os diferentes movimentos das placas, que irão deslocar os continentes e os oceanos.
 
Os movimentos das placas podem ser convergentes, divergentes e transcorrentes. 
 
a) convergente:
O deslocamento de placas do tipo convergente é aquele que promove o choque entre elas, ou seja, as placas se movem no mesmo sentido. Quando isto ocorre as consequências podem ser: fortes tremores de terra e intensa atividade vulcânica que podem originar ilhas ou cadeias de montanhas. A gravura abaixo detalha em um corte vertical a zona de contato entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana

Nesse tipo de movimento as placas tectônicas se Convergem a mesma direção e acabam se colidindo. Nessa colisão sempre uma delas acaba sendo rebaixada e deslocada para baixo da outra retornando à astenosfera. Geralmente são as placas oceânicas que nesse processo acabam sendo mergulhadas na astenosfera entrando em fusão voltando para o manto, transformando se em magma.

No exemplo acima a placa de Nazca mergulha por baixo da placa Sul-Americana aproximadamente 1 centímetro por ano.

OBSERVAÇÃO: Para um melhor entendimento é interessante você click nos links abaixo: 
Limite convergente III


b) divergente: 

Já o movimento do tipo divergente é aquele em que as placas se movem em sentidos contrários, formando uma zona de dispersão, ou seja, uma zona de separação.


EXEMPLIFICANDO:
Formação da cordilheira Meso-oceânica do Atlântico

Siga o link para ver uma animação:
 
 
c) transcorrente:

É no movimento transcorrente que encontramos a zona de contato entre as placas. Podendo ocorrer terremotos que alteram a superfície terrestre e originando falhas e fraturas na crosta terrestre, ou seja, com áreas elevadas e rebaixadas no terreno.
EXEMPLIFICANDO:


OBSERVAÇÃO:
O movimento da placas existem 3 tipos e sendo que cada um desses movimentos são responsáveis pela origem de um tipo de atividade geológica específica.

Estad movimentos podem ser:

a) - CONVERGENTES ou ZONAS DE SUBDUCÇÃO

A primeira coisa que você deve saber SOBRE ESSE TIPO DE MOVIMENTO é que ELE é DESCONSTRUTIVO.

IMPORTANTE:
Nesse tipo de movimento existe então a destruição de parte da crosta. Por isso é que esse movimento é considerado Desconstrutivos. 
POR QUE?
Porque ele é originado pelo choque de placas que se movimentam numa mesma direção. O que vai ocorrer as seguinte atividades geologicas:
- Fortes tremores de terra;
- Intensa atividade vulcânica;
- e ainda pode originar ilhas ou cadeias de montanhas

b) - DIVERGENTES ou CRISTAIS EM EXPANSÃO.

Também chamadas de “ZONA DE RIFTE”, as placas estão em processo de afastamento (expansão), o material magmático escapa pelas fendas que se abrem no revestimento externo da Terra, formando um novo assoalho oceânico. 
A primeira coisa que devemos saber SOBRE ESSE TIPO DE MOVIMENTO é que ELE é CONSTRUTIVO.

POR QUE?
Porque ele é originado pela separação de placas (não existe choque de placas) isto é, são placas que se movimentam em direção opostas.
Segunda coisa que se deve saber é que esse movimento só ocorre entre palcas oceanicas o que vai ocorrer apenas nas seguintes atividades geologicas: Surgimento de uma nova crosta oceanica.
Por que?
Como as placas estão em processo de separação, o material magmático que existe no interior do manto acaba escapando pelas fendas que se abrem no revestimento externo da Terra(isto é crosta), formando um novo assoalho oceânico.


c) - TRANSFORMANTES OU TANGENCIAL ou ainda CONSERVANTES ou TRANSCORRENTES 

A primeira coisa que se deve saber SOBRE ESSE TIPO DE MOVIMENTO é que ELE é CONSERVATIVO.
POR QUE?
Porque essas regiões onde ocorre esse movimento são Zonas de Conservação porque não há destruição de crostas antigas nem há formação de novas crostas. As placas se roçam uma na outra, o que pode ocorrer  as seguintes atividades geológicas: 
- Tremores de terra (terremotos) que podem alterar a superfície terrestre, nesse caso originando falhas e fraturas na crosta terrestre, ou seja, com áreas elevadas e rebaixadas no terreno. 
 
 
Fontes:

SENE, Eustáquio de. Geografia Geral e do Brasil. - São Paulo: Scipione, 2010. 3v.
LUCCI, Elian Alabi. Território e sociedade no mundo globalizado: geografia: ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2010.

Curva de Nível

Imagine uma montanha de 800 metros vista de cima. Seu formato é irregular, logo se traçarmos uma linha contornando-a a 700 metros o desenho do contorno (uma curva) será diferente, e menor, daquele que fizermos contornando-a a 100 metros, mais próximo da base. Esse desenho do contorno a uma dada altitude, que deve ser a mesma em todos os pontos da linha, é a chamada curva de nível e serve para representar o relevo de algum local nas plantas topográficas.
Geralmente, em uma planta topográfica, usa-se como referência a altura média do mar para se traçar as curvas de nível chamadas de “mestras” que são representadas por traços mais grossos. Podemos usar também, as linhas chamadas de auxiliares ou intermediárias para facilitar a leitura da planta topográfica. Todas as curvas possuem também, a altura em que se situam.
As curvas de nível são sempre paralelas entre si. Uma linha mestra jamais se cruzará com uma linha intermediária, por exemplo, mesmo que elas às vezes, cheguem bastante perto disso, e elas sempre se fecham sobre si mesmas (como um “O”, mas, na maioria das vezes, irregular). O que pode acontecer é de no papel, por causa de um efeito visual, as linhas se cruzarem, mas, na verdade, elas nunca se cruzam, uma vez que na realidade uma está embaixo da outra visto que cada curva de nível representa uma altitude. Nestes casos, costuma-se representar a linha, ou curva, debaixo com um tracejado.
Pela proximidade das linhas pode-se verificar se o terreno tem um declive muito acentuado ou não. Se as linhas estiverem muito próximas entre si, significa que o declive é bastante acentuado (um pico, por exemplo), já se elas estiverem muito distantes entre si, significa que o declive é suave (uma planície com pequenas elevações, por exemplo).
Mas, as curvas de nível não servem apenas para representar montanhas ou elevações no terreno. Se em uma planta topográfica com curvas de nível os valores da altitude referentes às curvas centrais forem menores do que os valores de altitude das curvas externas, significa que ali está representada uma depressão.
Quando se vai fazer uma planta topográfica com curvas de nível, costuma-se primeiro, antes de desenhar as curvas, fazer o traçado da rede de drenagem do terreno com o fim de facilitar o desenho das curvas. Afinal, é a rede de drenagem (rios, ribeirões, riachos, cachoeiras…) que determina, de forma geral, a topografia do terreno.
Outro conceito associado às curvas de nível (mas que não deve ser confundido) é o “plantio em curvas de nível”. Trata-se de uma técnica para plantio em terrenos acidentados que segue o traçado das curvas.
Lembrando que a legislação ambiental brasileira proíbe o desmate e plantio em terrenos com declividade maior que 45° por se tratar de Áreas de Preservação Permanente (APP) devido a alta tendência a erosão, o plantio em curvas de nível é uma técnica quer visa diminuir a velocidade da enxurrada (arraste) e aumentar a infiltração da água no solo para, com isso, evitar que aconteçam erosões.

Fonte:
IBGE

Grabens

Graben ou fossa tectônica é a designação dada em geologia estrutural a uma depressão de origem tectônica, geralmente com a forma de um vale alongado com fundo plano, formada quando um bloco de território fica afundado em relação ao território circundante em resultado dos movimentos combinados de falhas geológicas paralelas ou quase paralelas.
A formação de um graben resulta do afundamento relativo de um bloco, formando uma estrutura que se distingue dos vales de origem erosiva pela presença de escarpas de falha em ambos os lados da zona deprimida. Dada a sua origem tectônica, os graben estão frequentemente associados a estruturas complexas onde se alternam as zonas deprimidas (os graben) e as zonas levantadas (os horst), em faixas com relativo paralelismo. Os grabens são estruturas que compõem grande parte das bacias sedimentares do mundo.
A palavra "graben" é de origem alemã, língua em que significa escavação ou vala.
Em contextos geotectônico alargados (isto é em estruturas com centenas ou milhares de quilômetros de extensão) os graben são por vezes designados por vales de rift (ou, aportuguesado, de rifte).
Outra estrutura tectônica relacionada ao Graben é o Hemi-graben, constituído por apenas uma falha geológica (ao invés de duas), basculando um bloco e também gerando uma depressão inclinada.


Link (Animação)
Graben