sexta-feira, 9 de junho de 2017
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS - 4ª PARTE (101, 102, 103, 104)
ATENAS
Política
Ao estudar sobre Atenas, é preciso lembrar que sua
estrutura política evoluiu consideravelmente, se comparada a Esparta. A democracia
não nasceu logo no começo, mas foi se moldando ao longo do tempo.
Inicialmente, a Grécia apresentava um governo
baseado na monarquia, na qual o rei, um basileu, concentrava funções religiosas
e militares.
Com a valorização da terra e o surgimento da
propriedade privada, a monarquia dá lugar ao regime oligárquico, fundado no arcontado, cujos governantes exerciam poderes judiciais,
religiosos e militares. Havia também o areópago, que consistia em um conselho
de aristocratas formado pelos eupátridas e tinha a função de fiscalizar o arcontado.
Mais tarde, o poder dos eupátridas, que compunham o
arcontado, foi contestado após as reformas de Sólon e a ascensão econômica da
classe dos comerciantes. Nesse período, a Grécia conheceu a tirania, na qual
Pisístrato, apoiado pelos pequenos proprietários, dividiu as terras dos
eupátridas e as distribuiu aos camponeses. Além disso, estimulou o comércio
marítimo e remodelou Atenas. Os filhos de Pisístrato, Hípias e Hiparco,
tentaram dar continuidade à política empreendida pelo pai, mas foram
perseguidos pelos eupátridas.
Por fim, Clístenes, um eupátrida, apoiado pelo povo,
derrotou seus rivais políticos e assumiu o poder. Clístenes implantou a
democracia, bem diferente da que conhecemos hoje, pois os privilegiados eram os
cidadãos, isto é, homens filhos de pai e mãe atenienses.
A insatisfação social gerada pelo povo - ocasionada
pelas arbitrariedades praticadas pelos eupátridas - suscitou o aparecimento de
legisladores, que ficaram conhecidos como reformadores devido às alterações
políticas, amenizando as tensões geradas. Dentre esses legisladores,
destacam-se Drácon, Sólon e Clístenes.
Apesar das reformas apresentadas, a prática política
da democracia era limitada aos cidadãos, isto é, aos homens, maiores de 18
anos, filhos de atenienses. Essa democracia, portanto, discriminava as
mulheres, os estrangeiros e os escravos.
Drácon: em 621 a.C., registrou as leis, que eram
apenas orais e repassadas pela tradição cultural, tornou-se públicas. Apesar
dessa medida, o controle político continuava a ser exercido pelos eupátridas.
Sólon: empreendeu várias reformas, aboliu a
escravidão por dívida e dividiu a sociedade em quatro camadas, conforme a
renda. Também constituiu a bulé, um conselho formado por 400 indivíduos
eleitos, cuja a função era a de elaborar
projetos de lei. A Eclésia era uma assembleia popular que ratificava as
propostas de leis da bulé, e por fim criou um órgão para cuidar da justiça, do
qual participavam todos os cidadãos, denominados Helieu.
Clístenes: seu governo simbolizou o fim dos governos
tiranos e suas reformas administrativas se caracterizaram pela prática da
democracia. Criou o ostracismo, que exilava por 10 anos os indivíduos que,
porventura, representassem alguma ameaça à democracia.
PERÍODO
CLÁSSICO
O Período Clássico marcou o apogeu da civilização
grega, principalmente de Atenas. A base econômica continuou agrária, marcada
pelo predomínio dos grandes proprietários de terras. Por outro lado, também
houve um desenvolvimento considerável do comércio e o crescimento do número de
comerciantes, que conquistaram prestígio social, econômico e político. Outros
ramos da economia também cresceram, como a produção cerâmica e a metalurgia. No
aspecto arquitetônico, nas artes plásticas, os gregos nos deixaram grandes
obras.
Apesar do crescimento econômico, as cidades-Estados
ainda prevaleciam no cenário político, e a escravidão era cada vez mais
utilizada para a manutenção do sistema.
Esse
período também foi marcado por conflitos externos e internos. Cabe lembrar que
os gregos dominavam extensas regiões do Mar Mediterrâneo, o Mar Negro e parte
da Ásia Menor. Enquanto os gregos viviam uma era de expansão e esplendor, os
persas avançavam para o oeste, colocando em perigo as cidades-Estados próximas
ao Mar Negro e na Ásia Menor. Não demorou para que os persas liderados por
Dario I atacassem Mileto e várias ilhas, como Samos e Lesbos. Mesmo com as tropas
enviadas por Atenas, os persas acabaram por destruir Mileto, ameaçando, a partir
de então, todo o território grego. Assim, tiveram início as Guerras Médicas.
CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS - 3ª PARTE (101, 102, 103, 104)
ESPARTA
A pólis Esparta foi fundada pelos dórios, no século
IX a.C., dominando os povos que habitavam essa região (Pe nínsula do Peloponeso, Planície da Lacônia), a
qual, diferentemente de outras pólis gregas, possuía terras férteis para a
agricultura. Essa característica incomum às outras cidades-Estados contribuiu
para o fortalecimento de sua principal marca: o militarismo. Esparta desenvolveu-se
sem a necessidade de ligações com o mar. Sendo assim, a base de sua economia
estava voltada para a agricultura e muito pouco para o artesanato e o comércio.
Por isso, acabou isolando-se das demais pólis, por volta do século VI a.C.
Sociedade
A sociedade espartana não conheceu a mobilidade
social, devido ao seu próprio isolacionismo, provocando pouco desenvolvimento
no comércio. Estava dividida em esparciatas, periecos e hilotas.
Os hilotas representavam a maioria da população, o
que colaborou para o isolacionismo em Esparta, que edificou a sua estrutura
educacional no militarismo, preparando-se para uma eventual defesa territorial
ou revolta interna, por parte dos hilotas.
Educação
A educação espartana era voltada para o militarismo,
valorizando a aptidão física. Toda criança nascida em Esparta era inspecionada
logo nos primeiros dias de vida, sendo considerada apta ou não. As crianças que
apresentavam alguma deficiência física eram sacrificadas.
Os meninos eram separados de sua família aos 7 anos
de idade e seguiam para a instrução militar, sendo o Estado o responsável pela
sua educação até os 18 anos, quando estavam aptos a compor as fileiras do
exército espartano como hoplitas. Aos 30 anos, podiam participar da vida
política e somente aos 60 anos deixavam de ter suas obrigações militares, para
participarem com maior efetividade na política, podendo ser representantes dos
espartanos.
Guerra
perpétua
Esparta
vivia em permanente estado de sítio. Surgida como um pequeno conjunto de
aldeias, em torno do século X a.C., Esparta se desenvolveu agressivamente nos
dois séculos seguintes para se tornar a maior cidade-Estado grega em
território. A base da sua expansão estava na aquisição de terras, de cidadãos
livres para pagamento de taxas e de escravos, chamados hilotas - prisioneiros
de guerra de outras regiões, que eram obrigados a realizar o trabalho braçal.
Apesar de a escravidão ser um traço comum em
praticamente todas as comunidades gregas daquele período, os espartanos foram
além. Descartaram a tradição quando, diferentemente dos rivais, como Atenas e
Argos, passaram a escravizar os seus próprios vizinhos gregos. Os primeiros a
cair foram os messênios, que tinham a mesma etnia dórica dos espartanos. Estimativas
dão conta de que havia de 10 a 20 vezes mais messênios e cidadãos livres do que
espartanos na cidade, por volta de 500 a.C.
Política
O conjunto de leis espartanas surge com Licurgo, legislador lendário de Esparta,
em uma época em que a política era exercida pelos espartanos com vistas somente
à guerra.
No aspecto político, Esparta obedeceu a um Sistema
oligárquico aristocrático, definido da seguinte forma: diarquia, gerúsia,
éforos e ápela.
Na sociedade espartana, as mulheres possuíam maior liberdade
do que em outras cidades-Estados, como em Atenas. Enquanto as espartanas eram
providas de educação para atender às suas necessidades - elas podiam até mesmo
locomover-se sozinhas pela cidade, exercitar-se ao ar livre e participar da
política e da administração do lar com o marido, as atenienses eram educadas
(pelas mulheres mais velhas) somente para os cuidados do lar, ficando enclausuradas
em suas residências
ATENAS
A cidade-Estado de Atenas surgiu da unificação de
diversos focos de povoamento de tribos indo-europeias (aqueus, eólios e
principalmente jônios) que, por volta do século X a.C., instalaram-se no sul da
Península Grega, na região da Ática.
O solo pouco fértil da região foi decisivo para o
desenvolvimento econômico voltado para o mar, apesar do cultivo de cereais e de
oliva. A fundação de colônias atenienses ampliou o comércio com as demais
cidades-Estados gregas.
Após a unificação e a organização de Atenas em torno
da economia voltada para o comércio marítimo, a produção agrícola dos pequenos
comerciantes entrou em decadência, fazendo-os perderem suas terras para os
grandes proprietários e comerciantes, que os tomaram escravos.
Sociedade
Ao contrário de Esparta, a sociedade ateniense
conheceu a mobilidade social pelo enriquecimento de comerciantes. Era dividida em:
eupátridas, metecos e escravos.
Educação
Com
base nas tradições atenienses, a educação dos homens era integral, ou seja,
diferentemente de Esparta, que privilegiava mais o corpo, Atenas buscava um
equilíbrio entre o desenvolvimento intelectual e o vigor físico, objetivando
desenvolver um cidadão apto a assumir seu lugar na pólis. Apesar de a maior
instrução ser voltada para a intelectualidade, as mulheres de Atenas eram excluídas
desse processo.CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS - 2ª PARTE (101, 102, 103, 104)
PERÍODO HOMÉRICO
A característica mais marcante do Período Homérico é
a formação das comunidades gentílicas, também denominadas sistemas gentílicos.
Essas sociedades eram comandadas por um chefe comunitário - pater -, que
coordenava todos os bens de produção, como terras e animais, além de acumular
as funções jurídica, administrativa e religiosa. Nesses núcleos, não existia a
propriedade privada e a produção era voltada para o consumo.
A procura de terras férteis foi decisiva para que
diversos genos se confrontassem, pois formavam uma sociedade com base na produção
agrícola, além da expansão demográfica, que aumentou a demanda por espaço e
alimentos. No decorrer desse processo, várias sociedades gentílicas entraram em
combate e outras se uniram em um dos períodos mais difíceis da Grécia Antiga.
0 Período Homérico é assim chamado porque uma das
fontes históricas que nos permitiram conhecer as características daqueles
tempos chegou até nós por meio de uma obra escrita por Homero, a Ilíada.
A comunidade gentílica, que se estendeu por quase
todo o Período Homérico, ao entrar em decadência, tendeu a perder o caráter comunitário,
e o poder foi passando para o basileu, chefe militar supremo.
A divisão das terras entre os habitantes dos genos
seguiu uma ordem de proximidade de parentesco com o pater. Sendo assim, os
filhos e os familiares próximos receberam as melhores terras agricultáveis (Eupátridas).
As terras restantes foram destinadas aos pequenos proprietários (Georgói),
enquanto uma parte dos habitantes dos genos foi excluída dessa partilha (Thetas).
Após essa divisão, os menos favorecidos pela partilha da terra buscaram novas
áreas que lhes possibilitassem o sustento pela agricultura. Essa necessidade
tinha motivação qualitativa e também quantitativa, visto que a população
aumentava, pois até mesmo os filhos mais novos dos eupátridas e as gerações
seguintes ficaram fora da partilha. Além da falta de terras, os constantes
conflitos entre os genos provocaram uma nova dispersão dos gregos.
Essa nova dispersão, que encaminhou a população
marginalizada para o Mar Negro, a Península Itálica e a Sicília, foi chamada de
Segunda Diáspora Grega. A região ao sul da Itália ficou conhecida como Magna
Grécia.
Essa expansão aliada à amplitude territorial e ao
relevo acidentado foram fatores determinantes para a independência
político-administrativa desses novos povoados, consolidando a formação de
cidades-Estados, ou pólis, dando início ao Período Arcaico.
PERÍODO ARCAICO
Ao final do Período Homérico, as terras foram
privatizadas e as comunidades gentílicas se desintegraram. Essas transformações
deram origem a uma oligarquia, comandada por aristocratas ligados à produção
agrícola e à guerra, fatores que favoreceram a formação das pólis. Foi durante
esse período que o arrebatamento de terras pela aristocracia ficou mais
evidente e a escravidão por dívida de camponeses pobres tornou-se mais intensa.
Apesar do aumento considerável do número de escravos durante o Período Arcaico
(século VIII ao VI a.C.), a base da economia continuava a ser a agricultura,
mesmo com o surgimento do comércio e do artesanato, que também ganharam um
grande impulso com a produção (cunhagem) de moedas.
Mais de cem cidades-Estados surgiram durante o
Período Arcaico e apresentaram diferentes níveis de crescimento econômico, fator
que determinou o desenvolvimento cultural e político. Enquanto algumas cidades
conseguiram terras férteis e desenvolveram seu potencial agrícola, outras se
lançaram ao mar e conheceram outras culturas e, consequentemente, diversas
matérias-primas (cobre, estanho, ouro, prata, cereais e púrpura), destacando-se
pelo comércio e pela navegação. O contato com diferentes povos e culturas, no
Período Arcaico, fomentou a construção de uma identidade nacional que
preservasse suas características.
No fim do Período Arcaico,
entre 650 e 510 a.C., em algumas pólis, os aristocratas se mantiveram no poder
e constituíram governos tiranos, sendo estes o marco da transição do Período
Arcaico para o Período Clássico, momento em que duas cidades-Estados se destacaram
pela hegemonia e também pelas suas diferenças: Esparta e Atenas.
CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS - 1ª PARTE (101, 102, 103, 104)
A história da civilização grega pode ser dividida em
vários períodos:
Período Pré-Homérico: séculos XX a XII a. C.
Período Homérico: séculos XII a VIII a. C.
Período Arcaico: séculos VIII a VI a. C.
Período Clássico séculos V a IV a. C.
Período Helenístico séculos IV a II a. C.
CIVILIZAÇÕES
CLÁSSICAS
Período
Pré-Homérico: séculos XX a XII a. C.
Características
principais da civilização cretense:
- A civilização que os indo-europeus encontraram na
Península na Ásia Menor, na atual Turquia, foi a cretense, que se encontrava
distribuída desde a Ilha de Creta até a Macedônia. Também conhecida como civilização
minoica, se desenvolveu entre os anos de 1.700 a.C. e 1.450 a.C..
- Sua economia era baseada na agricultura (cultivo
de oliveiras, vinhas e trigo), criação de animais e a utilização de materiais
de bronze.
- Com o invento da CHARRUA (arado puxado por
animais) tornou-se uma atividade exercida pelos homens provocando desta forma
mudanças na organização do trabalho e na vida social.
- Com o comércio, temos as cidades pequenas e em
algumas encontram-se até palácios fortificados. Podemos citar como exemplos:
Palácio de Cnossos, Palácio de Festos e Palácio de Mália.
- Possuíam uma religião politeísta (vários deuses e
deusas). As principais divindades eram figuras femininas ligadas,
principalmente, à fertilidade. Portanto, podemos dizer que era uma religião
matriarcal. Desta forma, a religião minoica se baseava no culto da Grande Mãe,
representante da fertilidade e da terra, e relacionam-se com a passagem da vida
nômade para a vida sedentária.
- O touro era uma espécie de animal sagrado para os
cretenses. Era muito comum a realização de danças e atividades corporais com a
presença de touros.
- Os mortos eram sepultados fora das cidades e
aldeias, e ocorriam oferendas aos mortos indicando uma crença na vida após a
morte.
- Com relação
à política, o poder se concentrava nas mãos do rei. Este também era uma
importante figura de poder jurídico e religioso.
- Sociedade
patriarcal, fortemente organizada, predominantemente pastoril.
- No tocante as artes plásticas, podemos destacar a
importância e beleza da arte cerâmica. Também foram importantes os afrescos dos
palácios reais (retratavam cenas cotidianas), além da confecção de joias com
ouro e pedras preciosas.
- Período
relativamente pacífico (poucas guerras ou conflitos relatados sociais).
- O berço da civilização grega tem sua origem na
civilização cretense. Os cretenses conheceram um período de grande prosperidade
até a invasão dos aqueus, que desestruturaram sua cultura, fundando, em
seguida, Micenas, no continente.
Características
da civilização Micênicas
- O nome da civilização micênica deriva de Micenas,
um importante centro da época, desenvolvendo-se entre 2000 e 1400 a.C..
- Os micênicos faziam parte de uma aristocracia de
guerreiros, falavam o dialeto jônico e revolucionaram as artes, a engenharia e
a arquitetura.
- A organização social da civilização micênica era
formada por nobre, trabalhadores livres e escravos. O que diferenciava os
escravos dos homens livres era o fato de estes possuírem livre-arbítrio sobre
sua força de trabalho, desempenhando funções como carpinteiro, construtor,
agricultor ou diferentes trabalhos artesanais.
- Na religião eram politeístas e já cultuavam
deuses, como Zeus e Hera, em suas orações pediam por proteção em batalhas, boas
safras agrícolas, entre outros.
- Após inúmeras invasões de outros povos de origem
indo-europeia, forçaram a população que vivia principalmente na parte
continental, na Península Balcânica, a procurar outros lugares, como o litoral
da Ásia Menor e as ilhas do Mar Egeu, a essa dispersão se deu o nome de Primeira Diáspora Grega, que marcou o
fim do Período Pré-Homérico.
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