sexta-feira, 9 de junho de 2017

O Sol, as estrelas, a Terra e seus movimentos - 6ª Ano

O sol, as estrelas e os planetas - inclusive a Terra - são considerados astros celestes. Quando vistos da Terra, todos os astros parecem se mover de leste para oeste. Por muito tempo, se acreditou que a Terra estava parada, mas hoje se sabe que ela realiza um movimento de rotação em torno de seu eixo, de oeste para leste. Também se sabe que as estrelas não podem ser vistas durante o dia porque estão ofuscadas pela luz do sol.

Complexos Regionais - 7ª Ano


História da formação do Planeta Terra - 6ª Ano







segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ensino Religioso - Turmas 91 e 92 - Judaísmo


O que é o Judaísmo

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Judaísmo - História e Origem



                                           






terça-feira, 8 de novembro de 2016

CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS - 5ª PARTE (101, 102, 103, 104)


CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS - 4ª PARTE (101, 102, 103, 104)

ATENAS

Política
Ao estudar sobre Atenas, é preciso lembrar que sua estrutura política evoluiu consideravelmente, se comparada a Esparta. A democracia não nasceu logo no começo, mas foi se moldando ao longo do tempo.
Inicialmente, a Grécia apresentava um governo baseado na monarquia, na qual o rei, um basileu, concentrava funções religiosas e militares.
Com a valorização da terra e o surgimento da propriedade privada, a monarquia dá lugar ao regime oligárquico, fundado no arcontado, cujos governantes exerciam poderes judiciais, religiosos e militares. Havia também o areópago, que consistia em um conselho de aristocratas formado pelos eupátridas e tinha a função de fiscalizar o arcontado.
Mais tarde, o poder dos eupátridas, que compunham o arcontado, foi contestado após as reformas de Sólon e a ascensão econômica da classe dos comerciantes. Nesse período, a Grécia conheceu a tirania, na qual Pisístrato, apoiado pelos pequenos proprietários, dividiu as terras dos eupátridas e as distribuiu aos camponeses. Além disso, estimulou o comércio marítimo e remodelou Atenas. Os filhos de Pisístrato, Hípias e Hiparco, tentaram dar continuidade à política empreendida pelo pai, mas foram perseguidos pelos eupátridas.
Por fim, Clístenes, um eupátrida, apoiado pelo povo, derrotou seus rivais políticos e assumiu o poder. Clístenes implantou a democracia, bem diferente da que conhecemos hoje, pois os privilegiados eram os cidadãos, isto é, homens filhos de pai e mãe atenienses.
A insatisfação social gerada pelo povo - ocasionada pelas arbitrariedades praticadas pelos eupátridas - suscitou o aparecimento de legisladores, que ficaram conhecidos como reformadores devido às alterações políticas, amenizando as tensões geradas. Dentre esses legisladores, destacam-se Drácon, Sólon e Clístenes.
Apesar das reformas apresentadas, a prática política da democracia era limitada aos cidadãos, isto é, aos homens, maiores de 18 anos, filhos de atenienses. Essa democracia, portanto, discriminava as mulheres, os estrangeiros e os escravos.
Drácon: em 621 a.C., registrou as leis, que eram apenas orais e repassadas pela tradição cultural, tornou-se públicas. Apesar dessa medida, o controle político continuava a ser exercido pelos eupátridas.
Sólon: empreendeu várias reformas, aboliu a escravidão por dívida e dividiu a sociedade em quatro camadas, conforme a renda. Também constituiu a bulé, um conselho formado por 400 indivíduos eleitos, cuja a função era a de elaborar  projetos de lei. A Eclésia era uma assembleia popular que ratificava as propostas de leis da bulé, e por fim criou um órgão para cuidar da justiça, do qual participavam todos os cidadãos, denominados Helieu.

Clístenes: seu governo simbolizou o fim dos governos tiranos e suas reformas administrativas se caracterizaram pela prática da democracia. Criou o ostracismo, que exilava por 10 anos os indivíduos que, porventura, representassem alguma ameaça à democracia. 


PERÍODO CLÁSSICO

O Período Clássico marcou o apogeu da civilização grega, principalmente de Atenas. A base econômica continuou agrária, marcada pelo predomínio dos grandes proprietários de terras. Por outro lado, também houve um desenvolvimento considerável do comércio e o crescimento do número de comerciantes, que conquistaram prestígio social, econômico e político. Outros ramos da economia também cresceram, como a produção cerâmica e a metalurgia. No aspecto arquitetônico, nas artes plásticas, os gregos nos deixaram grandes obras.
Apesar do crescimento econômico, as cidades-Estados ainda prevaleciam no cenário político, e a escravidão era cada vez mais utilizada para a manutenção do sistema.
Esse período também foi marcado por conflitos externos e internos. Cabe lembrar que os gregos dominavam extensas regiões do Mar Mediterrâneo, o Mar Negro e parte da Ásia Menor. Enquanto os gregos viviam uma era de expansão e esplendor, os persas avançavam para o oeste, colocando em perigo as cidades-Estados próximas ao Mar Negro e na Ásia Menor. Não demorou para que os persas liderados por Dario I atacassem Mileto e várias ilhas, como Samos e Lesbos. Mesmo com as tropas enviadas por Atenas, os persas acabaram por destruir Mileto, ameaçando, a partir de então, todo o território grego. Assim, tiveram início as Guerras Médicas.

CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS - 3ª PARTE (101, 102, 103, 104)

ESPARTA

A pólis Esparta foi fundada pelos dórios, no século IX a.C., dominando os povos que habitavam essa região (Pe  nínsula do Peloponeso, Planície da Lacônia), a qual, diferentemente de outras pólis gregas, possuía terras férteis para a agricultura. Essa característica incomum às outras cidades-Estados contribuiu para o fortalecimento de sua principal marca: o militarismo. Esparta desenvolveu-se sem a necessidade de ligações com o mar. Sendo assim, a base de sua economia estava voltada para a agricultura e muito pouco para o artesanato e o comércio. Por isso, acabou isolando-se das demais pólis, por volta do século VI a.C.

Sociedade
A sociedade espartana não conheceu a mobilidade social, devido ao seu próprio isolacionismo, provocando pouco desenvolvimento no comércio. Estava dividida em esparciatas, periecos e hilotas.
Os hilotas representavam a maioria da população, o que colaborou para o isolacionismo em Esparta, que edificou a sua estrutura educacional no militarismo, preparando-se para uma eventual defesa territorial ou revolta interna, por parte dos hilotas.

Educação
A educação espartana era voltada para o militarismo, valorizando a aptidão física. Toda criança nascida em Esparta era inspecionada logo nos primeiros dias de vida, sendo considerada apta ou não. As crianças que apresentavam alguma deficiência física eram sacrificadas.
Os meninos eram separados de sua família aos 7 anos de idade e seguiam para a instrução militar, sendo o Estado o responsável pela sua educação até os 18 anos, quando estavam aptos a compor as fileiras do exército espartano como hoplitas. Aos 30 anos, podiam participar da vida política e somente aos 60 anos deixavam de ter suas obrigações militares, para participarem com maior efetividade na política, podendo ser representantes dos espartanos.

Guerra perpétua
Esparta vivia em permanente estado de sítio. Surgida como um pequeno conjunto de aldeias, em torno do século X a.C., Esparta se desenvolveu agressivamente nos dois séculos seguintes para se tornar a maior cidade-Estado grega em território. A base da sua expansão estava na aquisição de terras, de cidadãos livres para pagamento de taxas e de escravos, chamados hilotas - prisioneiros de guerra de outras regiões, que eram obrigados a realizar o trabalho braçal.
Apesar de a escravidão ser um traço comum em praticamente todas as comunidades gregas daquele período, os espartanos foram além. Descartaram a tradição quando, diferentemente dos rivais, como Atenas e Argos, passaram a escravizar os seus próprios vizinhos gregos. Os primeiros a cair foram os messênios, que tinham a mesma etnia dórica dos espartanos. Estimativas dão conta de que havia de 10 a 20 vezes mais messênios e cidadãos livres do que espartanos na cidade, por volta de 500 a.C.

Política
O conjunto de leis espartanas surge com Licurgo, legislador lendário de Esparta, em uma época em que a política era exercida pelos espartanos com vistas somente à guerra.
No aspecto político, Esparta obedeceu a um Sistema oligárquico aristocrático, definido da seguinte forma: diarquia, gerúsia, éforos e ápela.
Na sociedade espartana, as mulheres possuíam maior liberdade do que em outras cidades-Estados, como em Atenas. Enquanto as espartanas eram providas de educação para atender às suas necessidades - elas podiam até mesmo locomover-se sozinhas pela cidade, exercitar-se ao ar livre e participar da política e da administração do lar com o marido, as atenienses eram educadas (pelas mulheres mais velhas) somente para os cuidados do lar, ficando enclausuradas em suas residências

ATENAS
A cidade-Estado de Atenas surgiu da unificação de diversos focos de povoamento de tribos indo-europeias (aqueus, eólios e principalmente jônios) que, por volta do século X a.C., instalaram-se no sul da Península Grega, na região da Ática.
O solo pouco fértil da região foi decisivo para o desenvolvimento econômico voltado para o mar, apesar do cultivo de cereais e de oliva. A fundação de colônias atenienses ampliou o comércio com as demais cidades-Estados gregas.
Após a unificação e a organização de Atenas em torno da economia voltada para o comércio marítimo, a produção agrícola dos pequenos comerciantes entrou em decadência, fazendo-os perderem suas terras para os grandes proprietários e comerciantes, que os tomaram escravos.

Sociedade
Ao contrário de Esparta, a sociedade ateniense conheceu a mobilidade social pelo enriquecimento de comerciantes. Era dividida em: eupátridas, metecos e escravos.

Educação
                Com base nas tradições atenienses, a educação dos homens era integral, ou seja, diferentemente de Esparta, que privilegiava mais o corpo, Atenas buscava um equilíbrio entre o desenvolvimento intelectual e o vigor físico, objetivando desenvolver um cidadão apto a assumir seu lugar na pólis. Apesar de a maior instrução ser voltada para a intelectualidade, as mulheres de Atenas eram excluídas desse processo.