segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Invenção da Infância




domingo, 14 de junho de 2015

Paulinho da Viola e Elton Medeiros - 14 Anos



Tinha eu 14 anos de idade
Quando meu pai me chamou (quando meu pai me chamou)
Perguntou se eu não queria
Estudar filosofia
Medicina ou engenharia
Tinha eu que ser doutor
Mas a minha aspiração
Era ter um violão
Para me tornar sambista
Ele então me aconselhou
Sambista não tem valor
Nesta terra de doutor
E seu doutor
O meu pai tinha razão
Vejo um samba ser vendido
E o sambista esquecido,
O seu verdadeiro autor
Eu estou necessitado
Mas meu samba encabulado
Eu não vendo não senhor

O pequeno burguês - Martinho da Vila



Felicidade, passei no vestibular
Mas a faculdade é particular
Particular, ela é particular
Particular, ela é particular

Livros tão caros tantas taxas pra pagar
Meu dinheiro muito raro,
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar

Morei no subúrbio, andei de trem atrasado
Do trabalho ia pra aula, sem
Jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite tinha 
Sempre a me esperar 
Um punhado de problemas e criança pra criar
Para criar, só criança pra criar
Para criar, só criança pra criar

Mas felizmente eu consegui me formar 
Mas da minha formatura, não cheguei participar
Faltou dinheiro pra beca e também pro meu anel
Nem o diretor careca entregou o meu papel
O meu papel, meu canudo de papel
O meu papel, meu canudo de papel

E depois de tantos anos,
Só decepções, desenganos
Dizem que sou um burguês muito privilegiado
Mas burgueses são vocês 
Eu não passo de um pobre-coitado
E quem quiser ser como eu,
Vai ter é que penar um bocado
Um bom bocado, vai penar um bom bocado,

domingo, 10 de maio de 2015

As veias Abertas da América Laina

As veias abertas da América Latina, autor Eduardo Galeano. Remontando a 1970, quando a maioria dos países do continente padecia facinorosas ditaduras, este livro tornou-se um autêntico “clássico libertário”, um inventário da dependência e da vassalagem de que a América Latina tem sido vítima, desde que aqui aportaram os europeus, no final do século XV. No começo, espanhóis e portugueses. Depois vieram ingleses, holandeses, franceses e, modernamente, os norte-americanos. Desde então o ancestral cenário permanece: a mesma submissão, a mesma miséria, a mesma espoliação. 

'As veias abertas da América Latina' com seu texto lírico e amargo a um só tempo, Galeano sabe ser suave e duro, e invariavelmente transmite, com sua consagrada maestria, uma mensagem que transborda humanismo, solidariedade e amor pela liberdade e pelos desvalidos.

domingo, 5 de abril de 2015

"História do Pensamento Econômico" - Hunt & Sherman - 1º Parte

TEORIA DO VALOR-TRABALHO E DA MAIS VALIA

- O trabalhador vende sua força de trabalho para o capitalista, e com o dinheiro adquiria os elementos indispensáveis para satisfazer suas necessidades materiais de vida.
- Mercadorias -> são objetos destinados a troca.
- O valor de troca de uma mercadoria era determinado pelo tempo de trabalho necessário para produzi-la.
- Os trabalhadores se diferenciavam quanto às suas habilidades, treinamento e motivação. O trabalho especializado pode ser calculado como múltiplo do trabalho desqualificado; e assim, todo o tempo de trabalho pode ser reduzido a um denominador comum.
- Mais-valia -> quando o trabalhador concluí o processo de produção, o capitalista vende a mercadoria por uma quantia superior à quantia investida no inicio do processo. A diferença é a origem do lucro.

Mercadoria + força de trabalho =  Mercadoria diferente

- Valor da força de trabalho é determinado pelo tempo de trabalho necessária.
"O valor da força de trabalho ... (equivale ao) valor dos metais de subsistência necessário para a manutenção do trabalhador a um padrão mínimo de vida socialmente definido (subsistência)."

Exploração -> o operário trabalha durante 8 horas, mas depende somente 6 horas para produzir o valor dos bens que adquire com o seu salário, ele e explorado, pois trabalha 2 horas suplementares gratuitamente para o capitalista.

Capitalista - proprietário do Capital - reinveste a maior parte do lucro para ampliar o seu Capital e obter -> mais lucro.

- Para manter os salários ao nível de subsistência - exército industrial de reserva (formado por trabalhadores desempregados vivendo abaixo do nível de subsistência e dispostos a aceitar qualquer emprego que lhes proporcionasse um salário de subsistência.

- Modificar as técnicas de produção, introduzir novas máquinas que poupassem mão-de-obra e assim crescer o exército de reserva. -> Desemprego tecnológico.

- Bens de consumo e bens de capital.

- O capitalismo cresce, mas aos trancos e barrancos, atravessando ciclos de prosperidade e, em seguida, de recessão, com crises periódicas de desemprego.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Qual é a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido?


Ilustração: Cássio Bittencourt 








A Grã-Bretanha é uma ilha da Europa que abriga a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales. O Reino Unido é um agrupamento político que congrega os países da Grã-Bretanha mais a Irlanda do Norte. As relações entre Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte com o Reino Unido são semelhantes às que definem os governos federalistas: há um poder soberano central e autonomia relativa nas unidades constituintes. Já a Escócia tem um autogoverno limitado, submetido ao Parlamento britânico

Temos que a noção de nação e Estado, ou povo e Nação: País formado política e geograficamente sob um comando, regido por uma constituição, podendo abrigar diversos povos. Povo: Um grupo de pessoas de uma mesma etnia, que podem ou não viver como uma nação.


(http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/geografia-diferenca-inglaterra-gra-bretanha-reino-unido-450810.shtml acessado em 16/06/2013).

A evolução territorial da Ilhas Britânicas entre os anos de 800 a 1922.


Fonte:
 http://imgur.com/VRg2Ruv

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Estado, País, Nação e Povo.


A palavra “Estado”, em seu sentido político, pode ser usada em duas acepções. Uma corresponde a um Estado (usualmente grafada com e maiúsculo), instituição social politicamente organizada que exerce soberania sobre um território: Brasil, Japão, França, Estados Unidos, Alemanha, etc., A segunda acepção corresponde à divisão política interna de alguns Estados que formam uma federação, como o Brasil, Estados Unidos, Alemanha ou México.
Nesses casos, as unidades internas são também chamadas de estado (grafada com e minúsculo). Temos assim, um Estado Federal (União) com seus respectivos estados membros (unidades da federação). Há Estados em que as unidades internas recebem outros nomes, como províncias (Argentina, Canadá, etc.), departamentos (França), condados (Reino Unido), regiões (Itália), cantões (Suíça), repúblicas (Federação Russa).
Um Estado exerce a soberania sobre um território delimitado por fronteiras, guardadas pelas Forças Armadas e com limites precisos; tem uma burocracia administrativa e é organizado em três esferas de poder. No Brasil, denominamos esses três esferas União, estados e municípios – ou esfera federal, estadual e municipal.
Embora vulgarmente “país” seja usado como sinônimo de “Estado”, essas duas palavras não significam a mesma coisa. O primeiro termo tem uma conotação física; o segundo, política.
O país é a terra, é uma porção da superfície terrestre. Quando essa, no decorrer da história, passou a ser controlada por um Estado, que exerce a soberania sobre ela, então se transformou em território. É esse território que chamamos de país, ou seja, aquilo que nós vemos, o conjunto formado pelas paisagens naturais e culturais sob o controle do Estado.
A palavra nação, em sentido antropológico, é sinônimo de povo ou etnia. Em sua acepção política, com a constituição do Estado-nação a partir da independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa, passou a ser usada como sinônimo de “Estado”. Vejamos alguns exemplos:
- a entidade que reúne a quase totalidade dos Estados do mundo chama-se Organização das Nações Unidas (ONU);
- a contabilidade de um Estado, em sua relação econômica com o mundo, denomina-se Produto Nacional Bruto (PNB);
- as relações internacionais dão-se entre os Estados que compõem o sistema estatal mundial;
- o hino e a bandeira são símbolos nacionais, etc.

A palavra povo, no sentido jurídico-político, é sinônimo de conjunto de cidadãos e refere-se à população que habita o território sob jurisdição de um Estado e tem diversos direitos e deveres – civis, políticos, sociais, econômicos e culturais – (chamados “cidadania”), o que exclui, por exemplo, os estrangeiros não-naturalizados.

Fonte: MOREIRA, J. C. e SENE, E. Geografia para o ensino médio: geografia geral e do Brasil. p.417

Transnacional

Empresa que controla os meios de produção ou serviços fora do país onde está estabelecida. Embora seja comum usar "multinacional" como termo sinônimo, as Nações Unidas preferem utilizar a expressão "empresa transnacional", que expressa a idéia de que a empresa não pertence a vários países e, sim, que atua além das fronteiras do país onde tem sua sede.

Em vista do grande poder econômico das transnacionais, é comum que, em muitos países que as sediam, os governos encontrem dificuldades em estabelecer regras para a sua atuação. Nos países em desenvolvimento, elas são contempladas com várias vantagens, destacando-se: disponibilidade de matérias-primas, mão de obra barata, mercados consumidores garantidos, leis e fiscalização ausentes ou mais brandas, além da redução de impostos. Tudo isso acaba favorecendo o aumento de seus lucros.



Fonte:
http://metamorfosegeografica.blogspot.com.br/  acessado em 23/07/2013.
Adas, Melhem. Geografia: O mundo subdesenvolvido. São Paulo: Moderna, 2006; 5ª Edição.
Adas, Melhem. Geografia: Construção do espaço geográfico brasileiro. São Paulo: Moderna, 2006; 5ª Edição.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Globalização

Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. ILHA DAS FLORES segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos.


Globalização

Globalização <=> Mundialização



Programa produzido pela MTV Brasil sobre sustentabilidade. Neste capítulo o assunto é globalização com participações de Xico Sá, Marcelo Branco, entre outros. Direção de Mauro Garcia Dahmer.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Guapiaçu: um Rio (de Janeiro) Ameaçado





Guapiaçu: um Rio (de Janeiro) Ameaçado

Em meio à falta d’agua que assola a região sudeste do Brasil, uma pergunta vem à tona: quem pagará a conta dessa crise?
No caso mais emblemático, a região metropolitana de São Paulo, metrópole onde vivem 12 milhões de habitantes, o racionamento “não declarado” já se arrasta há mais de um ano nos bairros periféricos, afetando as populações historicamente marginalizadas: pobres, pretos e favelados.

No Rio de Janeiro, a situação dessa crise parece caminhar na mesma direção, mas com um agravante. Além da escassez já se colocar como uma realidade para os cariocas, a saída para essa “crise”, anunciada pelo atual governador Luiz Fernando Pezão, é afogar mais de três mil histórias.

Prevista para ser construída a 100 km da capital, no município de Cachoeiras de Macacu, a barragem do rio Guapiaçu é apontada pelo governo como solução para o sistema Imunana-Laranjal, que abastece a região leste metropolitana do Rio de Janeiro.

O projeto, que pode atingir diretamente três mil pessoas e incidir diretamente sobre uma cadeia produtiva de quinze mil agricultores, é considerado, pela Associação de Geógrafos Brasileiros, o mais prejudicial do ponto de vista dos seus impactos sociais e ambientais.

Qual é a sensação de ser expulso de casa?

O documentário “Guapiaçu, um Rio de Janeiro Ameaçado” aborda diversas irregularidades envolvendo o projeto da barragem prevista para o município de Cachoeiras de Macacu.

Indenizações que não ultrapassam o preço de um barraco, coação da empresa construtora e táticas de intimidação individual são algumas das violações de direitos humanos retratadas ao longo do vídeo.

Construído coletivamente pelos atingidos da região, este média-metragem procura trazer à tona uma realidade vivida em todas as barragens do país, que já atingiram mais de um milhão de pessoas, segundo relatório da Comissão Mundial de Barragens.

Um filme de: Bruno Ferrari, Guilherme Weimann e Vinicius Denadai
Realização: Movimento dos Atingidos por Barragens
Cooperação: Heinrich Böll Stiftung
Apoio: Fase e Associação dos Geógrafos Brasileiros
Trilha Sonora Original: Moura e Jairo Crespo de Alancântara
Duração: aproximadamente 23 min