terça-feira, 31 de março de 2020

O que é Geografia? - 6ª ano

O que é Geografia?
Qual o seu campo de estudo?
E quais as relações com as outras ciências?
Que questões que a Geografia aborda?

Vamos ver o vídeo:


O que é ser um Geógrafo?


segunda-feira, 30 de março de 2020

Estado, País, Nação e Povo. - 9ª ano - Ensino Fundamental (2ª Aula)


A palavra “Estado”, em seu sentido político, pode ser usada em duas acepções. Uma corresponde a um Estado (usualmente grafada com "E" maiúsculo), instituição social politicamente organizada que exerce soberania sobre um território: Brasil, Japão, França, Estados Unidos, Alemanha, etc., A segunda acepção corresponde à divisão política interna de alguns Estados que formam uma federação, como o Brasil, Estados Unidos, Alemanha ou México.
Nesses casos, as unidades internas são também chamadas de estado (grafada com e minúsculo). Temos assim, um Estado Federal (União) com seus respectivos estados membros (unidades da federação). Há Estados em que as unidades internas recebem outros nomes, como províncias (Argentina, Canadá, etc.), departamentos (França), condados (Reino Unido), regiões (Itália), cantões (Suíça), repúblicas (Federação Russa).
 

Um Estado exerce a soberania sobre um território delimitado por fronteiras, guardadas pelas Forças Armadas e com limites precisos; tem uma burocracia administrativa e é organizado em três esferas de poder. No Brasil, denominamos esses três esferas União, estados e municípios – ou esfera federal, estadual e municipal.
 

Embora vulgarmente “país” seja usado como sinônimo de “Estado”, essas duas palavras não significam a mesma coisa. O primeiro termo tem uma conotação física; o segundo, política.
O país é a terra, é uma porção da superfície terrestre. Quando essa, no decorrer da história, passou a ser controlada por um Estado, que exerce a soberania sobre ela, então se transformou em território. É esse território que chamamos de país, ou seja, aquilo que nós vemos, o conjunto formado pelas paisagens naturais e culturais sob o controle do Estado.
A palavra nação, em sentido antropológico, é sinônimo de povo ou etnia. Em sua acepção política, com a constituição do Estado-nação a partir da independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa, passou a ser usada como sinônimo de “Estado”. Vejamos alguns exemplos:
- a entidade que reúne a quase totalidade dos Estados do mundo chama-se Organização das Nações Unidas (ONU);
- a contabilidade de um Estado, em sua relação econômica com o mundo, denomina-se Produto Nacional Bruto (PNB);
- as relações internacionais dão-se entre os Estados que compõem o sistema estatal mundial;
- o hino e a bandeira são símbolos nacionais, etc.

A palavra povo, no sentido jurídico-político, é sinônimo de conjunto de cidadãos e refere-se à população que habita o território sob jurisdição de um Estado e tem diversos direitos e deveres – civis, políticos, sociais, econômicos e culturais – (chamados “cidadania”), o que exclui, por exemplo, os estrangeiros não-naturalizados.

Fonte: MOREIRA, J. C. e SENE, E. Geografia para o ensino médio: geografia geral e do Brasil. p.417

Conceitos Iniciais - 9ª ano - Ensino Fundamental (1ª Aula)


CONCEITOS

O atual mapa do mundo representa um momento da Geopolítica internacional, resultado das complexas relações históricas entre Território, Estado e Nação. O mapa não é algo imutável, pois a qualquer momento pode surgir novos países e outros podem ser extintos ou reorganizados.
Muitos povos vivem em constantes conflitos para obter autonomia política sobre um território, ou seja, lutam contra o domínio ou a invasão do território por outros países.

Estado

O Estado é a forma como a sociedade se organiza politicamente; é o ordenamento jurídico que regula a convivência dos habitantes de um país. Fazem parte do Estado as instituições políticas e administrativas, encarregadas de produzir as leis (poder legislativo), colocá-las em prática (poder executivo) e empreender a justiça (poder judiciário). O Estado também conta com as forças armadas, que são responsáveis pela defesa do território e pela ordem interna.

Um exemplo, a paralisação de PM’s do Ceará, onde ocorre a greve e está é considerada ilegal conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para policiais militares e agentes penitenciários, isto desde 2017.

O Estado para ser reconhecido e respeitado entre os demais, busca sua soberania, ou seja, ter plenos poderes para instruir e administrar as normas e leis que a sociedade deverá seguir em seu território.
O Estado Soberano é aquele que não tem de reconhecer nenhum poder superior a ele. Uma nação pode constituir um Estado Soberano, ou seja, Estado-nação. Ex.: Reino Unido (Inglesa, galesa, escocesa e norte-irlandesa) ou o Brasil.

Nação
O termo nação pode ser definido como um coletivo humano com características comuns, como a língua e a religião. Os membros dessa coletividade estão ligados por laços históricos étnicos e culturais.
Ex.:
- Nações com um Estado constituído: Alemanha, Japão ou Portugal.
- Nações que almejam formar Estados, mais ainda não são: Tibetanos na China; curdos, espalhados entre a Turquia, O Irã, o Iraque, o Azerbaijão, a Síria e a Armênia.

Território
O Território de um país é a base física sobre a qual o Estado exerce sua soberania. O território é delimitado por fronteiras políticas, que podem ser naturais ou artificiais, traçadas sem se considerar esses elementos naturais.
O Território de um país é formado pelo solo continental e insular, o subsolo, o espaço aéreo e o território marítimo.
Insular -> um país insular é um estado independente cujo território é composto de uma ilha ou grupo de ilhas, não tendo nem uma fronteira terrestre.
Brasil -> O território marítimo do Brasil é de 3,6 milhões de Km2.

País
O País é um território politicamente delimitado por fronteiras com unidades político-administrativas, em geral habitadas por uma comunidade com história própria. Todo país tem um Estado constituído, que exerce soberania perante outros países, e uma constituição.

Conflitos Mundiais
A história da humanidade registra inúmeros conflitos. Motivações econômicas, desigualdade sociais, intolerância étnica e religiosa destacam-se entre suas causas.
As consequências?
Morte, destruição e um enorme contingente de pessoas obrigadas a abandonar seus lares em busca de uma chance de sobrevivência.

Refugiados -> De acordo com a Convenção de Refugiados de 1951, refugiado é uma pessoa que, “temendo ser perseguido por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção desse país.”
Deslocamentos internos -> Podem fugir pelos mesmos motivos dos refugiados (conflito armado, violência, violações de direitos humanos), porém não atravessam uma fronteira internacional.
Requerente de asilo -> Alguém que afirma ser refugiado, mas seu pedido não foi avaliado por definitivo.

Combustiveis Fósseis

Uma breve história sobre os combustiveis fósseis.




sábado, 7 de março de 2020

Por que o jovem não deve ler

Por Ulisses Tavares em 10/04/2012 na edição 689
Reproduzido de O TREM Itabirano nº 79, abril de 2012; intertítulo do OI

Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola.
Continuem, jovens, vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos reality shows.
(Epa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender essa última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Mônica, na onda dos sarados e popozudas que veem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)
Explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro InfantoJuvenil, no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de quê? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos).
Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de ideia.
Primeiro, eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa- múndi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.

Saída única
Logo depois, li uma notícia boa, que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola, mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua tecnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.
E, por último, li, em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que, para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos, comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.
Viram como ler atrapalha? A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude.
E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam, já que, se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes, não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.
Por isso que, num momento de desalento, decidi que de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.
A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.
Reconheço: a maioria está certa em não ler. E tem, no mínimo, cinco razões poderosas, maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:

1. Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do país. Não vale a pena o esforço. Como disse Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Por isso que eles mandam e desmandam há séculos;
2. Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil, impunemente; principalmente, porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;
3. Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes aparecem na mídia;
4. Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;
5. Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.

O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém – nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura – pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta de que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, três entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.
Mas paro por aqui, já que, apesar desses tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.
De um especialmente – o poeta Thiago de Melo –, com seu verso comovido e repleto de coragem: “Faz escuro, mas eu canto!”
Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras.
***
[Ulisses Tavares é poeta, jornalista, publicitário, roteirista de televisão e professor]
 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed689_por_que_o_jovem_nao_deve_ler
acessado em 19/06/2013

Prezado aluno! Após a leitura deste texto e sua análise, formule um texto colocando suas argumentações, a favor e contra, sobre o tema central.